
PR5 – “Rota dos Barrocais”
Este percurso sobe ao topo da aldeia de Monsanto por entre penedos graníticos, onde o Melro-azul Monticola solitarius é uma presença constante e geralmente podem-se efectuar observações a muito curta distância desta tímida mas bela ave. As Andorinhas-das-rochas Ptyonoprogne rupestris, dos-beirais Delichon urbica e daurica Hirundo daurica, o rabirruivo-preto Phoenicurus ochuros e a Cia Emberiza cia são comuns e dos pontos mais elevados podem ainda ser observadas diversas espécies de aves de rapina, como a Águia-calçada Hieraaetus pennatus, a Águia-cobreira Circaetus gallicos, o Buteo, o Grifo Gips fulvus e o cada vez mais raro Milhafre-real Milvus milvus e grande número de
Andorinhões-pretos Apus apus, onde o observador mais atendo poderá encontrar alguns Andorinhões-pálidos Apus pallidus. A descida para a Capela de S. Miguel e os montados de sobro na sua envolvente proporcionam a possibilidade de observar uma elevada diversidade de passeriformes, dos quais se destacam o Picapau-galego Dendrocopos minor, a Poupa Upupa epops, o Pardal-espanhol Passer hispaniolensis, as Trepadeiras castanha e azul Sitta europaea, o Bico-grossudo Coccothraustes coccothraustes e a Escrevedeira-de-garganta-preta Emberiza cirlus.

Torre (Termas de Monfortinho)
A região da Torre, nas imediações das Termas de Monfortinho, permite-nos desfrutar de um dos habitats mais ameaçados na região e em Portugal, as áreas de (pseudo)estepe. Este habitat, cuja manutenção está totalmente dependente de actividades humanas tradicionais como a cerealicultura e a pastorícia extensivas, alberga algumas das espécies mais raras e emblemáticas da região mediterrânica como o Sisão Tetrax tetrax, o Alcaravão Burhinus oedicnemus , o elusivo Cortiçol-de-barriga-preta Pterocles orientalis, a Calhandra-real Melanocorypha calandra e a Calhandrinha Calandrella brachydactyla. Nas áreas envolventes podem ainda observar-se a Toutinegra-tomilheira Sylvia conspicillata, a Toutinegra-real Sylvia hortensis, o Cuco-rabilongo Clamator glandarius o Milhafre-preto Milvus migrans, o Bufo-pequeno Asio otus e o Noitibó-de-nuca-vermelha Caprimulgus ruficollis e as Águias calçada Hieraaetus pennatus e cobreira Circaetus gallicus, as cotovias montesina Galerida theklae e pequena Lullula arborea e a Pega-azul Cyanopica cyanus são relativamente abundantes.
PR1 – “Rota dos Abutres”
Este percurso concilia um dos melhores locais para observação de espécies tipicamente rupícolas com uma paisagem verdadeiramente espectacular sobre o canhão fluvial do rio Erges e a campina da Idanha. Inicia-se no interior da aldeia de Salvaterra percorrendo caminhos antigos e muito ricos em património histórico-cultural, por entre as hortas da aldeia. Poderão aí ser observados a Poupa Upupa epops, a Pega-azul Cyanopica cyanus, o Papa-figos Oriolus oriolus, os pardais espanhol Passer hispaniolensis e francês Petronia petronia, o rouxinol Luscinia megarhynchos e o Picapaugalego Dendrocopos minor. Mais adiante, em direcção ao canhão fluvial avistam-se a Cegonha-preta Ciconia nigra, o Grifo Gyps fulvus (com vários ninhos visíveis), o Britango Neophron percnopterus, a Águia de Bonelli Hieraaetus fasciatus, a Águia-calçada Hieraaetus pennatus, a Águia-cobreira Circaetus gallicus, diversas espécies de andorinhas Hirundinidae e o Melro-azul Monticola solitarius. Junto do rio ocorrem o Borrelho-pequeno-de-coleira Charadrius dubius, o Guarda-rios Alcedo atthis, o Abelharuco Merops apiaster e uma diversidade bastante elevada de passeriformes.

“Rota dos Veados”
Neste percurso, que se desenvolve numa das mais espectaculares paisagens naturais existentes em Portugal, que compreende a transição entre as regiões agrícolas do planalto de Idanha-a-Nova e os vales profundos e selvagens do rio Tejo, poderá observar uma enorme diversidade de aves tipicamente mediterrânicas e algumas espécies das mais raras na Península Ibérica. Destacam-se as grandes águias, nomeadamente a Águia-real Aquila chrysaetos , Águia de Bonelli Hieraaetus fasciatus e a raríssima Águia-imperial Aquila adalberti, as três espécies de abutres Ibéricos (Britango Neophron percnopterus, Grifo Gyps fulvus e o Abutre-negro Aegypius monachus), a Cegonha-preta Ciconia nigra, a Ganga Pterocles alchata, a Cotovia-montesina Galerida theklae, o Melro-azul Monticola solitarius, o Chasco-ruivo Oenanthe hispanica, o Chasco-preto Oenanthe leucura, a Toutinegra-real Sylvia hortensis, a Pega-azul Cyanopica cyanus, o Abelharuco Merops apiaster, a Poupa Upupa epops, entre muitas outras.

PR4 – “Rota das Minas”
Este percurso desenvolve-se sobre um afloramento granítico, atravessado pelo rio Erges, onde se forma um canhão fluvial de grande beleza. A Cegonha-preta Ciconia nigra, o Britango Neophrom percnopterus, o Grifo Gyps fulvus (cujos ninhos podem ser observados), o Guarda-rios Alcedo atthis, a Andorinha-das-rochas Ptyonoprogne rupestris, a Andorinha-dos-beirais Delichon urbica, a Andorinha-dáurica Hirundo daurica, a Pega-azul Cyanopica cyanus e o Pardal-espanhol Passer hispaniolensis são presenças regulares neste trilho que proporciona geralmente excelentes observações. Podem ainda ser observados a Águia-calçada Hieraaetus pennatus, a Águia-cobreira Circaetus gallicus, a Águia de Bonelli Hieraaetus fasciatus, o Milhafre-preto Milvus migrans, a Toutinegra-real Slyvia hortensis, a Toutinegra-de-bigodes Sylvia cantillans, o Bico-grossudo Coccothraustes coccothraustes e, com alguma sorte, o elusivo Chasco-preto Oenanthe leucura.

PR3 – “Rota dos Fósseis”
Este percurso de rara beleza, que se desenvolve por entre a aldeia e os afloramentos quartzíticos sobre a qual está edificada, proporciona geralmente excelentes observações de passeriformes rupícolas, como o Melro-azul Monticola solitarius, o Rabirriuvo-preto Phoenicurus ochuros, a Cia Emberiza cia e diversas espécies de andorinhas Hirundinidae.
Junto da linha-de-água voam a Alvéola-cinzenta Motacilla cinerea, a toutinegra-dos-valados Sylvia melanocephala e os diversos fringilídeos. A partir do Castelo podem por vezes observar-se aves de rapina como o Falcão-peregrino Falco peregrinus, o Peneireiro Falco tinnunculus, o Açor Accipiter gentilis o Grifo Gyps fulvus e nos pinhais da sua envolvente encontram-se espécies pouco frequentes na região como o Peto-real Picus viridis, o Chapim-preto Parus ater e o Chapim-de-poupa Parus cristatus.

Rio Aravil (Mata do Gonçalão) e à Escarpa de Idanha-a-Nova
Neste percurso serão visitados uma elevada diversidade de habitats integrantes do mosaico agro-florestal típico desta região e descobrir um grande número de espécies tipicamente mediterrânicas, como o Cuco-rabilongo Clamator glandarius, a Cotovia-montesina Galerida theklae e a Calhandrinha Calandrella brachydactyla nas zonas mais abertas, as Águias-cobreira Circaetus gallicus e calçada Hieraaetos pennatus, a Poupa Upupa epops, o Abelharuco Merops apiaster, a Pega-azul Cyanopica cyanus, o Papa-figos Oriolus oriolus, os pardais espanhol Passer hispaniolensis e francês Petronia petronia, as Toutinegras real Sylvia hortensis, de bigodes cantillans e do-mato undata e o Bicogrossudo Coccothraustes coccothrautes, entre muitas outras, nas áreas mais florestadas ou junto da ribeira do Aravil, próximo de Idanha-a-Velha. O percurso terminará junto das escarpas de Idanha-a-Nova, onde se poderá observar o Grifo Gyps fulvus, a Aguia de Bonelli Hieraaetus fasciatus, o Melro-azul Monticola solitarius e, com um alguma sorte, o imponente Bufo-real Bubo bubo.

Rota dos Veados” no Parque Natural do Tejo Internacional ao sítio Cabeço Alto – Rosmaninhal e visita aos vestígios da antiga aldeia dos Alares
O marco geodésico do Cabeço Alto, próximo do Rosmaninhal, constitui um ponto de paragem obrigatório, pois permite avistar uma parte significativa do concelho de Idanha-a-Nova e do território Espanhol contíguo. Os matos xerófilos na sua envolvente são um dos melhores locais na região para observar a Toutinegra-tomilheira Sylvia conspicillata e os campos de cultivo a leste possuem pequenas populações de Calhandra-real Melanocorypha calandra, Chasco-ruivo Oenanthe hispanica e Alcaravão Burhinus oedicnemus. Uma vez neste local, convém prospectar os céus em busca de grandes rapinas, sendo o Abutre-negro Aegypius monachus, o Grifo Gyps fulvus, a Águia-imperial Aquila adalberti, a Águia-real Aquila chrysaetus, a Águia-calçada Hieraaetus pennatus e a Águia-cobreira Circaetus gallicus espécies prováveis de serem observadas. Nos montados esparsos das imediações, o Cuco-rabilongo Clamator glandarius , a Cotovia-pequena Lullula arborea, a Toutinegra-real Sylvia hortensis e o Pardal-espanhol Passer hispaniolensis podem ser apreciados.

Passeio de barco no rio Tejo - Vila Velha de Ródão com possibilidade de
observação de aves no Castelo do Rei Vamba
O passeio de barco proporcionará a possibilidade de observar de perto uma das maiores colónias de Grifos Gyps fulvus em Portugal, a Cegonha-preta Ciconia nigra, a Garça-real Ardea cinerea, o Corvo-marinho-de-faces-brancas Phalacrocorax carbo, o Melro-azul Monticola solitarius, o Milhafre-preto Milvus migrans e um grande número de andorinhas-das-rochas Ptyonoprogne rupestris, dos beirais Delichon urbica e dauricas Hirundo daurica. Com alguma sorte será ainda possível observar o raro Chasco-preto Oenanthe leucura e, no Inverno, a Ferreirinha-alpina Prunella collaris. A partir do Castelo do Rei Wamba podem efectuar-se excelentes observações de Grifos Gyps fulvus, Cegonhas-pretas Ciconia nigra e Águias de Bonelli Hieraaetus fasciatus em voo e há ainda a possibilidade de apreciar duas verdadeiras raridades em Portugal: o Abutre de Rueppell e o Andorinhão-cafre Apus caffer, que aí tem nidificado nos últimos anos.

Ponte de Alcântara em Espanha
Junto a este monumento histórico de elevado interesse e beleza podem observar-se de muito perto algumas espécies igualmente interessantes como o Chasco-preto Oenanthe leucura e o Melro-azul Monticola solitarius, que pousam frequentemente nas colunas da ponte, e um elevado número de Andorinhas-das-rochas Ptyonoprogne rupestris, Andorinhas-dáuricas Hirundo daurica e Andorinhas-dos-beirais Delichon urbica. A Cegonha-branca Ciconia ciconia e o Francelho Falco naumanni nidificam nos antigos campanários da vila e podem ser avistados da ponte. O Milhafre-preto Milvus migrans e a Águia-calçada Hieraaetus pennatus são presenças regulares.

Visita a Brozas
Com boa possibilidade de observação de diversas espécies tipicamente estepárias. Na estrada de ligação entre Alcântara e Brozas podem ser facilmente observados, no período primaveril, o colorido Rolieiro Coracias garrulus, o Milhafre-preto Milvus migrans, o Milhafre-real Milvus milvus e o Corvo Corvus corax. Uma breve paragem junto da barragem de Alcântara pode proporcionar a observação de algumas espécies de aves aquáticas, como os mergulhõespequeno Tachybaptus ruficollis e de crista Podiceps cristatus, a Cegonha-preta Ciconia nigra (em especial no verão) e algumas espécies de patos . No Inverno os Grous Grus grus são presença frequente em busca de alimento nas imediações da estrada. Chegando a Brozas, deve-se visitar a barragem que existe junto à povoação, pois apresenta geralmente uma elevada diversidade de aves aquáticas, entre as quais os mergulhões Podicipedidae, o Pato-de-bicovermelho Netta rufina, a Frisada Anas strepera, o Pato-trombeteiro Anas clypeata, a Cegonha-preta Ciconia nigra e um elevado número de galeirões Fulica atra. Daqui deve seguir-se a estrada no sentido de Aliseda, onde se poderão observar facilmente os francelhos Falco naumanni que aí nidificam. Mais adiante, nas extensas planícies cerealíferas, podem observar-se ao longo de todo o ano a Abetarda Otis tarda, o Sisão Tetrax tetrax, o Cortiçol-de-barriga-negra Pterocles orientalis, a Ganga Pterocles alchata, o Alcaravão Burhinus oedicnemus e a Calhandra-real Melanocorypha calandra. Enquanto que no Inverno surgem largas centenas de Grous Grus grus, Abibes Vanellus vanellus, Tarambolas-douradas Pluvialis apricaria e o Milhafre-real Milvus milvus, na Primavera surgem o Rolieiro Coracias garrulus e a Calhandrinha Carandrela brachydactyla.
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