Após uma primeira residência artística no Geopark Naturtejo, em janeiro, o projeto Até ao Fim do Mundo apresenta os resultados de um percurso criativo desenvolvido em quatro residências em Geoparques Mundiais da UNESCO em Portugal.
Idealizado por Fernando Mota, o projeto reúne Joana Bértholo, Mário Melo Costa e José Grossinho numa criação multidisciplinar que cruza arte, ciência e território, explorando o encontro entre o tempo geológico e o tempo humano nos Geoparques Naturtejo, Açores, Oeste e Estrela.
Deste processo resultam duas obras que serão apresentadas em Castelo Branco nos dias 12 e 13 de junho, propondo uma reflexão sobre a memória da Terra, a paisagem e o tempo profundo.
12 de junho de 2026 | 21h30 | Cine-Teatro Avenida
Espetáculo multidisciplinar que cruza música, literatura, vídeo e criação sonora, a partir do texto de Joana Bértholo, das imagens de Mário Melo Costa e da direção artística de Fernando Mota. A obra propõe uma experiência cénica sobre a relação entre o tempo geológico e o tempo humano, explorando a memória, a natureza e a finitude.
13 de junho de 2026 | 17h00 | Fábrica da Criatividade
Estreia de uma curta-metragem documental de Mário Melo Costa, desenvolvida a partir das residências artísticas realizadas em diferentes territórios. O filme integra texto de Joana Bértholo e música original de José Grossinho, construída a partir de recolhas sonoras de Fernando Mota, propondo uma reflexão sensorial sobre paisagem, tempo e transformação.
Sobre o projeto
Até ao Fim do Mundo é um projeto de criação artística multidisciplinar que promove o diálogo entre arte e ciência, explorando as relações entre paisagem, geologia, memória e tempo. Desenvolvido em colaboração com vários Geoparques Mundiais da UNESCO, o projeto procura aproximar o público de uma reflexão contemporânea sobre o lugar do ser humano num planeta em constante transformação.
Uma viagem artística entre o tempo profundo da Terra e a breve passagem humana pelo mundo.