| O ouro é explorado nesta região há mais de 5.000 anos, descrito por Plínio, o Velho, no século I d.C. Durante a ocupação romana, rios e aluviões foram trabalhados em grande escala, com açudes e desvios de água para lavar os sedimentos e separar o ouro. As conheiras situam-se nas margens do Rio Ocreza, após o canhão das Portas de Almourão, entre Sobral Fernando e a curva junto ao cemitério de Foz do Cobrão. São escombreiras, amontoados de blocos de quartzito e sedimentos removidos durante a mineração. Os canais romanos aproveitavam a força da água para concentrar o ouro, demonstrando grande conhecimento de hidráulica. As marcas deixadas na paisagem ainda revelam a intensidade da exploração e a organização do trabalho romano na região. |